segunda-feira, 21 de março de 2016

Receita criativa e fácil com pepino, verduras e creme de ricota

Boa tarde!!!

Olá meus amigos queridos.


Hoje vou compartilhar com vcs uma receita muito bacana.

Você vai ficar com água na boca só de ver este lindo aperitivo super fácil de fazer, gostoso e demasiadamente nutritivo. Parecem até mini temakis, sendo que envolvidos com pepino. Fica muito delicioso! Acompanhe como fazer a receite e aplique as dicas em casa também.

Euzinha


Receita com criativa com pepino passo a passo

Ingredientes

  • Pepino
  • Legumes de sua escolha
  • Creme de ricota ou outro creme/patê de sua escolha
  • Fatiador de metal

Receita

Receita com criativa com pepino passo a passo
O primeiro passo é fatiar o pepino para ter várias fatias do legume para encapar cada composição com creme de ricota e legumes.
Receita com criativa com pepino passo a passo
Depois é só colocar os legumes que você escolheu e um pouco do creme de ricota. Você pode usar patês ou outro recheio de sua preferência, como pasta de atum.
Receita com criativa com pepino passo a passo
Receita com criativa com pepino passo a passo

Por fim é só enrolar até obter um canudinho com os ingredientes que você providenciou. Hummm… Tá prontinho! Quem sabe esta não é a tática ideal para fazer os guris saborearem legumes e assim poder se nutrir de uma forma divertida? É uma linda ideia para preparar e distribuir com suas visitas também. 
Fonte:http://www.comofazeremcasa.net/receita-criativa-e-facil-com-pepino-verduras-e-creme-de-ricota/

domingo, 6 de março de 2016

Dicas para Não Desgastar sua Lavadora de Roupas


Olá!!!!

Agradeço todas as visitas e comentários.

Hoje vou compartilhar com voces dicas muito preciosas e confesso que eu desconhecia algumas.

Vamos lá.



     Euzinha.




Dicas para Não Desgastar sua Lavadora de Roupas

Tire a Lavadora da Tomada Após o Uso

Toda vez que terminar de usar, tire a lavadora de roupas da tomada.
Mesmo sem uso, as placas eletrônicas ficam energizadas e expostas a uma alteração na corrente elétrica, que pode provocar danos ou perca total dos componentes eletrônicos.
Além disso, estando energizadas, mesmo não sofrendo avarias, vão aumentar o consumo de energia elétrica.

Evite Lavagens Seguidas

tambor lavadoraNunca faça lavagens em sequência: quando terminar de lavar uma carga de roupas, espere pelo menos uma hora para que todo o conjunto, tanto elétrico, eletrônico e mecânico esfrie.
Durante uma lavagem há um superaquecimento de todos os componentes.
Um tempo de repouso entre uma lavagem e outra se faz necessário para não forçar o equipamento.

Não Lave Tapetes na Lavadora Doméstica

Não é recomendado que se lave tapetes em lavadoras, pois tapetes e panos de chão acumulam terra, ou pó de terra que se acumulam no interior do equipamento.
A médio e longo prazo isso vai aumentar consideravelmente o desgaste do retentor de água, provocando vazamento e danos a caixa de engrenagem e rolamentos.

Não Deixe a Roupa de Molho na Lavadora Durante a Noite

Jamais deixe roupa de molho dentro da lavadora – molho, somente o que vem na programação das lavadoras.
Caso contrário o peso da água e da roupa vai desgastar a suspensão, e a química do sabão e produtos de limpeza também vão agir de forma negativa no retentor, provocando desgaste precoce.

Não Use Sabão Ralado Manualmente

Na tentativa de economizar com sabão em pó, muitas pessoas usam sabão de coco ralado – mas ele não é aconselhado para usar em lavadoras.
Em contato com a água, em muitos casos, o sabão ralado forma uma pasta densa que, além de não ser eficiente no processo de lavagem, também se acumula no fundo do tanque.
Em muitos casos, o sabão ralado desce para a eletrobomba de drenagem, causando a obstrução da mesma e eventualmente a queima da eletrobomba.

Não Lave Roupa em Excesso

Todas as lavadoras de roupa vem com uma capacidade de lavagem estipulada.
Portanto veja sempre no manual do produto em qual nível deve estar programada a lavadora, para a quantidade de roupas que deseja lavar.
lavadora regulagem
Regule a quantidade de água conforme o volume de roupas
Jamais coloque muita roupa com pouca água: isso vai fazer com que o processo de lavagem não seja eficiente.
Se colocar muita roupa e pouca água, a roupa vai ficar socada, sem espaço para se movimentar e, nesse caso, muitas vezes o sabão nem se dissolve na água, de tanta roupa que colocam.
Uma dica para saber se a quantidade de roupas está de forma adequada dentro da lavadora é olhar para as roupas durante o processo de lavagem e ver estão mudando de lugar, ou seja, mergulhando e voltando a aparecer.
As roupas tem que ficar circulando de cima pra baixo dentro da lavadora, e isso só vai ocorrer se houver a quantidade de roupa certa para o nível de água selecionado.
Pouca água e muita roupa, além de não lavar, ainda força ao extremo o conjunto mecânico da lavadora, provocando a quebra precoce.

Máquina de Lavar: Use Corretamente e Economize

A forma como usamos as lavadoras vai definir quanto tempo elas vão durar sem apresentar problemas.
Usar uma lavadora de forma correta vai com certeza aumentar muito o tempo de uso sem apresentar falhas, assim podemos usufruir das lavadoras sem ter despesas com manutenção.
Se tiver muita roupa para lavar, lave em duas ou mais vezes – não coloque tudo forçando o equipamento.
Prefira lavar roupas uma ou duas vezes ao dia, ao lavar toda a roupa em apenas um dia da semana.

Fonte: Celso jair Pereira é eletrotécnico, autor do blog Técnico Brastemp Web e de um canal no Youtube.










sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Sorteio!!!

Imagem sem legenda
Boa tarde!!!

Olá meus amigos queridos.

Hoje estou divulgando um sorteio muito especial do blog da minha amiga Sandra Coelho.

Conto com a participação de todos!!



Euzinha.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Receita de pizza de liquidificador

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Olá meus amigos queridos!!

O que fazer quando a grana tá curta? O que fazer para agradar seu apetite? Como agradar sua família gastando bem pouquinho??

Colocando a mão na massa kkkk

Depois de ver uns cinco vídeos no YouTube eu resolvi arriscar uma receita de pizza de liquidificador.

Eu usei o que tinha em casa e para nossa alegria ficou uma delícia!!

Massa fina, delicada e bem saborosa.

Vamos conferir?

        







Massa:
  • 1 xícara (chá) de leite
  • 1 ovo
  • 1 colher (chá) de sal
  • 1 colher (chá) de açúcar
  • 1 colher (sopa) de margarina
  • 1 e 1/2 xícara (chá) de farinha de trigo
  • 1 colher (sobremesa) de fermento em pó
  • 1/2 lata de molho de tomate
Sugestão de Recheio:
  • 250 g de mussarela ralada grossa
  • 2 tomates fatiados
  • azeitona picada
  • orégano a gosto

MODO DE PREPARO

  1. No liquidificador bata o leite, o ovo, o sal, o açúcar, a margarina, a farinha de trigo e o fermento em pó até que tudo esteja encorporado
  2. Despeje a massa em uma assadeira para pizza untada com margarina e leve ao forno preaquecido por 20 minutos
  3. Retire do forno e despeje o molho de tomate
  4. Cubra a massa com mussarela ralada, tomate e orégano a gosto
  5. Leve novamente ao forno até derreter a mussarela

Dicas:

Assei a minha massa no forno a 180°.
Ficou pré-assada em uns quinze minutos.
Usei molho pronto e polvilhei queijo ralado.


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Congelamento de Pratos Prontos

Bom dia!!!

Queridos amigos!!

Hoje vou compartilhar com voces dicas de congelamento de alimentos.

É hora da ação!!!


Euzinha!!


Alimentação: Congelamento de Pratos Prontos

O congelamento de alimentos é uma grande facilidade da vida moderna.
De uma só vez é possível preparar refeições completas e congelá-las com toda praticidade.
Outra vantagem é ter sempre à mão frutas e verduras fresquinhas, mesmo fora de safras
O congelamento não melhora a qualidade inicial dos alimentos, apenas os mantém.
Ao comprar alimentos já congelados verifique se há acúmulo de gelo entre o produto e a embalagem: isto é sinal de que houve um descongelamento e posterior recongelamento. Não compre.
Resfrie rapidamente os alimentos que foram preparados à quente ou que estão em temperatura ambiente antes de irem para o freezer.
Congele, sempre que possível, porções menores de alimentos, pois isto facilita o resfriamento, o descongelamento e o consumo.

Como Congelar Arroz

arrozO arroz pode ser congelado já pronto.
Refogue-o com os temperos de sua preferência, cozinhe pelo tempo necessário e deixe esfriar.
Embale em sacos ou potes plásticos com tampa.
O tempo de armazenamento é de dois meses.

Como Congelar Sopas e Ensopados

Ao preparar sopas e ensopados para congelar, refogue as carnes com os temperos e acrescente os legumes. Só depois coloque o macarrão, já que ele deve ser cozido por três minutos apenas, para não ficar muito mole.
Coloque a panela em recipiente com água gelada para interromper o cozimento e esfriar.
Distribua em potes plásticos, em porções que possam ser consumidas em uma única refeição.
Armazene no freezer por até três meses.

Congelamento de Massas (Lasanhas, Canelonis e Rondelis

lasanhaMonte a lasanha, o canelone ou o rondelli em um refratário forrado com papel filme.
Caso use molho branco, substitua o amido de milho por farinha de trigo, pois a consistência fica melhor com o descongelamento.
As massas podem ser congeladas cruas ou já assadas, no refratário em que foram montadas.
Se preferir, após duas horas de freezer, retire do recipiente e embale em saco plástico, retirando o excesso de ar.
Conserve-as congeladas por três meses.

Congelamento de Panquecas (Discos ou Já Prontas)

As panquecas podem ser preparadas em grande quantidade e congeladas já recheadas, com molho ou só os discos.
Sempre que você receber visitas inesperadas ou estiver sem tempo para cozinhar, terá uma refeição completa prontinha para saborear.
Quando congelar somente os discos, separe-os com filme plástico, para que não fiquem grudados.
As massas recheadas podem ser congeladas em potes plásticos ou mesmo no refratário em que foram montadas, coberto com papel filme.
O tempo de armazenamento para as panquecas é de três meses.

Congelamento de Purê de Batatas

pureAs batatas cozidas, inteiras ou em pedaços, não conservam a mesma textura após o congelamento. Já como purês, ficam perfeitas.
Depois de cozidas, amasse as batatas ainda quentes e acrescente um pouco de manteiga e leite, para que o purê não escureça com o processo.
Misture bem os ingredientes e esfrie o purê em recipiente com água gelada.
Embale as porções em sacos ou potes plásticos com tampa e consuma em dois meses.
Fonte:http://www.fazfacil.com.br/manutencao/congelamento-alimentos-prato/

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Como elaborar uma resenha


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Agora sim o ano começa!!

Como voces foram de Carnaval ou recesso?

Hoje vamos começar com um estudo bem detalhado de como elaborar uma resenha. Espero que voces aproveitem muito as dicas.

Ficarei aguardando os preciosos comentários e visitas.

Desejo a todos uma ótima semana.



           Euzinha




1. Definições

Resenha-resumo:
     É um texto que se limita a resumir o conteúdo de um livro, de um capítulo, de um filme, de uma peça de teatro ou de um espetáculo, sem qualquer crítica ou julgamento de valor. Trata-se de um texto informativo, pois o objetivo principal é informar o leitor.

Resenha-crítica:
     É um texto que, além de resumir o objeto, faz uma avaliação sobre ele, uma crítica, apontando os aspectos positivos e negativos. Trata-se, portanto, de um texto de informação e de opinião, também denominado de recensão crítica.


2. Quem é o resenhista

     A resenha, por ser em geral um resumo crítico, exige que o resenhista seja alguém com conhecimentos na área, uma vez que avalia a obra, julgando-a criticamente.


3. Objetivo da resenha

     O objetivo da resenha é divulgar objetos de consumo cultural - livros,filmes peças de teatro, etc. Por isso a resenha é um texto de caráter efêmero, pois "envelhece" rapidamente, muito mais que outros textos de natureza opinativa.


4. Veiculação da resenha

     A resenha é, em geral, veiculada por jornais e revistas.


5. Extensão da resenha

     A extensão do texto-resenha depende do espaço que o veículo reserva para esse tipo de texto. Observe-se que, em geral, não se trata de um texto longo, "um resumão" como normalmente feito nos cursos superiores ... Para melhor compreender este item, basta ler resenhas veiculadas por boas revistas.


6. O que deve constar numa resenha

Devem constar:
  • O título
  • A referência bibliográfica da obra
  • Alguns dados bibliográficos do autor da obra resenhada
  • O resumo, ou síntese do conteúdo
  • A avaliação crítica

7. O título da resenha

     O texto-resenha, como todo texto, tem título, e pode ter subtítulo, conforme os exemplos, a seguir:
    Título da resenha: Astro e vilão
    Subtítulo: Perfil com toda a loucura de Michael Jackson
    Livro: Michael Jackson: uma Bibliografia não Autorizada (Christopher Andersen) - Veja, 4 de outubro, 1995

    Título da resenha: Com os olhos abertos
    Livro: Ensaio sobre a Cegueira (José Saramago) - Veja, 25 de outubro, 1995

    Título da resenha: Estadista de mitra
    Livro: João Paulo II - Bibliografia (Tad Szulc) - Veja, 13 de março, 1996

8. A referência bibliográfica do objeto resenhado

     Constam da referência bibliográfica:
  • Nome do autor
  • Título da obra
  • Nome da editora
  • Data da publicação
  • Lugar da publicação
  • Número de páginas
  • Preço
Obs.: Às vezes não consta o lugar da publicação, o número de páginas e/ou o preço.

Os dados da referência bibliográfica podem constar destacados do texto, num "box" ou caixa.

Exemplo: Ensaio sobre a cegueira, o novo livro do escritor português José Saramago (Companhia das Letras; 310 páginas; 20 reais), é um romance metafórico (...) (Veja, 25 de outubro, 1995).


9. O resumo do objeto resenhado

     O resumo que consta numa resenha apresenta os pontos essenciais do texto e seu plano geral.

     Pode-se resumir agrupando num ou vários blocos os fatos ou idéias do objeto resenhado.

     Veja exemplo do resumo feito de "Língua e liberdade: uma nova concepção da língua materna e seu ensino" (Celso Luft), na resenha intitulada "Um gramático contra a gramática", escrita por Gilberto Scarton.


     "Nos 6 pequenos capítulos que integram a obra, o gramático bate, intencionalmente, sempre na mesma tecla - uma variação sobre o mesmo tema: a maneira tradicional e errada de ensinar a língua materna, as noções falsas de língua e gramática, a obsessão gramaticalista, a inutilidade do ensino da teoria gramatical, a visão distorcida de que se ensinar a língua é se ensinar a escrever certo, o esquecimento a que se relega a prática lingüística, a postura prescritiva, purista e alienada - tão comum nas "aulas de português".

     O velho pesquisador apaixonado pelos problemas de língua, teórico de espírito lúcido e de larga formação lingüística e professor de longa experiência leva o leitor a discernir com rigor gramática e comunicação: gramática natural e gramática artificial; gramática tradicional e lingüística;o relativismo e o absolutismo gramatical; o saber dos falantes e o saber dos gramáticos, dos lingüistas, dos professores; o ensino útil, do ensino inútil; o essencial, do irrelevante".


     Pode-se também resumir de acordo com a ordem dos fatos, das partes e dos capítulos.

     Veja o exemplo da resenha "Receitas para manter o coração em forma" (Zero Hora, 26 de agosto, 1996), sobre o livro "Cozinha do Coração Saudável", produzido pela LDA Editora, com o apoio da Beal.

Receitas para manter o coração em forma


     "Na apresentação, textos curtos definem os diferentes tipos de gordura e suas formas de atuação no organismo. Na introdução os médicos explicam numa linguagem perfeitamente compreensível o que é preciso fazer (e evitar) para manter o coração saudável.

     As receitas de Cozinha do Coração Saudável vêm distribuídas em desjejum e lanches, entradas, saladas e sopas; pratos principais; acompanhamentos; molhos e sobremesas. Bolinhos de aveia e passas, empadinhas de queijo, torta de ricota, suflê de queijo, salpicão de frango, sopa fria de cenoura e laranja, risoto com açafrão, bolo de batata, alcatra ao molho frio, purê de mandioquinha, torta fria de frango, crepe de laranja e pêras ao vinho tinto são algumas das iguarias".



10. Como se inicia uma resenha

     Pode-se começar uma resenha citando-se imediatamente a obra a ser resenhada. Veja os exemplos:


     "Língua e liberdade: por uma nova concepção da língua materna e seu ensino" (L&PM, 1995, 112 páginas), do gramático Celso Pedro Luft, traz um conjunto de idéias que subvertem a ordem estabelecida no ensino da língua materna, por combater, veementemente, o ensino da gramática em sala de aula.


     Mais um exemplo:


     "Michael Jackson: uma Bibliografia Não Autorizada (Record: tradução de Alves Calado; 540 páginas, 29,90 reais), que chega às livrarias nesta semana, é o melhor perfil de astro mais popular do mundo". (Veja, 4 de outubro, 1995).


     Outra maneira bastante freqüente de iniciar uma resenha é escrever um ou dois parágrafos relacionados com o conteúdo da obra.

     Observe o exemplo da resenha sobre o livro "História dos Jovens" (Giovanni Levi e Jean-Claude Schmitt), escrita por Hilário Franco Júnior (Folha de São Paulo, 12 de julho, 1996).

O que é ser jovem

Hilário Franco Júnior

     Há poucas semanas, gerou polêmica a decisão do Supremo Tribunal Federal que inocentava um acusado de manter relações sexuais com uma menor de 12 anos. A argumentação do magistrado, apoiada por parte da opinião pública, foi que "hoje em dia não há menina de 12 anos, mas mulher de 12 anos".

     Outra parcela da sociedade, por sua vez, considerou tal veredito como a aceitação de "novidades imorais de nossa época". Alguns dias depois, as opiniões foram novamente divididas diante da estatística publicada pela Organização Mundial do Trabalho, segundo a qual 73 milhões de menores entre 10 e 14 anos de idade trabalham em todo o mundo. Para alguns isso é uma violência, para outros um fato normal em certos quadros sócio-econômico-culturais.

     Essas e outras discussões muito atuais sobre a população jovem só podem pretender orientar comportamentos e transformar a legislação se contextualizadas, relativizadas. Enfim, se historicizadas. E para isso a "História dos Jovens" - organizada por dois importantes historiadores, o modernista italiano Giovanno Levi, da Universidade de Veneza, e o medievalista francês Jean-Claude Schmitt, da École des Hautes Études em Sciences Sociales - traz elementos interessantes.


     Observe igualmente o exemplo a seguir - resenha sobre o livro "Cozinha do Coração Saudável", LDA Editores, 144 páginas (Zero Hora, 23 de agosto, 1996).

Receitas para manter o coração em forma

Entre os que se preocupam com o controle de peso e buscam uma alimentação saudável são poucos os que ainda associam estes ideais a uma vida de privações e a uma dieta insossa. Os adeptos da alimentação de baixos teores já sabem que substituições de ingredientes tradicionais por similares light garantem o corte de calorias, açúcar e gordura com a preservação (em muitos casos total) do sabor. Comprar tudo pronto no supermercado ou em lojas especializadas é barbada. A coisa complica na hora de ir para a cozinha e acertar o ponto de uma massa de panqueca,crepe ou bolo sem usar ovo. Ou fazer uma polentinha crocante, bolinhos de arroz e croquetes sem apelar para a frigideira cheia de óleo. O livro Cozinha do Coração Saudável apresenta 110 saborosas soluções para esses problemas. Produzido pela LDA Editora com apoio da Becel, Cozinha do Coração saudável traz receitas compiladas por Solange Patrício e Marco Rossi, sob orientação e supervisão dos cardiologistas Tânia Martinez, pesquisadora e professora da Escola Paulista de Medicina, e José Ernesto dos Santos, presidente do departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia e professor da faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. Os pratos foram testados por nutricionistas da Cozinha Experimental Van Den Bergh Alimentos.


     Há, evidentemente, numerosas outras maneiras de se iniciar um texto-resenha. A leitura (inteligente) desse tipo de texto poderá aumentar o leque de opções para iniciar uma recensão crítica de maneira criativa e cativante, que leva o leitor a interessar-se pela leitura.



11. A crítica

     A resenha crítica não deve ser vista ou elaborada mediante um resumo a que se acrescenta, ao final, uma avaliação ou crítica. A postura crítica deve estr presente desde a primeira linha, resultando num texto em que o resumo e a voz crítica do resenhista se interpenetram.

     O tom da crítica poderá ser moderado, respeitoso, agressivo, etc.

     Deve ser lembrado que os resenhistas - como os críticos em geral - também se tornam objetos de críticas por parte dos "criticados" (diretores de cinema, escritores, etc.), que revidam os ataques qualificando os "detratores da obra" de "ignorantes" (não compreenderam a obra) e de "impulsionados pela má-fé".


12. Exemplos de resenhas

     Publicam-se a seguir três resenhas que podem ilustrar melhor as considerações feitas ao longo desta apresentação.

Atwood se perde em panfleto feminista

Marilene Felinto
Da Equipe de Articulistas

     Margaret Atwood, 56, é uma escritora canadense famosa por sua literatura de tom feminista. No Brasil, é mais conhecida pelo romance "A mulher Comestível" (Ed. Globo). Já publicou 25 livros entre poesia, prosa e não-ficção. "A Noiva Ladra" é seu oitavo romance.

     O livro começa com uma página inteira de agradecimentos, procedimento normal em teses acadêmicas, mas não em romances. Lembra também aqueles discursos que autores de cinema fazem depois de receber o Oscar. A escritora agradece desde aos livros sobre guerra, que consultou para construir o "pano de fundo" de seu texto, até a uma parente, Lenore Atwood, de quem tomou emprestada a (original? significativa?) expressão "meleca cerebral".

     Feitos os agradecimentos e dadas as instruções, começam as quase 500 páginas que poderiam, sem qualquer problema, ser reduzidas a 150. Pouparia precioso tempo ao leitor bocejante.

     É a história de três amigas, Tony, Roz e Charis, cinqüentonas que vivem infernizadas pela presença (em "flashback") de outra amiga, Zenia, a noiva ladra, inescrupulosa "femme fatale" que vive roubando os homens das outras.

     Vilã meio inverossímel - ao contrário das demais personagens, construídas com certa solidez -, a antogonista Zenia não se sustenta, sua maldade não convence, sua história não emociona. A narrativa desmorona, portanto, a partir desse defeito central. Zenia funcionaria como superego das outras, imagem do que elas gostariam de ser, mas não conseguiram, reflexo de seus questionamentos internos - eis a leitura mais profunda que se pode fazer desse romance nada surpreendente e muito óbvio no seu propósito.

     Segundo a própria Atwood, o propósito era construir, com Zenia, uma personagem mulher "fora-da-lei", porque "há poucas personagens mulheres fora-da-lei". As intervenções do discurso feminista são claras, panfletárias, disfarçadas de ironia e humor capengas. A personagem Tony, por exemplo, tem nome de homem (é apelido para Antônia) e é professora de história, especialista em guerras e obcecada por elas, assunto de homens: "Historiadores homens acham que ela está invadindo o território deles, e deveria deixar as lanças, flechas, catapultas, fuzis, aviões e bombas em paz".

     Outras alusões feministas parecem colocadas ali para provocar riso, mas soam apenas ingênuas: "Há só uma coisa que eu gostaria que você lembrasse. Sabe essa química que afeta as mulheres quando estão com TPM? Bem, os homens têm essa química o tempo todo". Ou então, a mensagem rabiscada na parede do banheiro: "Herstory Not History", trocadilho que indicaria o machismo explícito na palavra "História", porque em inglês a palavra pode ser desmembrada em duas outras, "his" (dele) e story (estória). A sugestão contida no trocadilho é a de que se altere o "his" para "her" (dela).

     As histórias individuais de cada personagem são o costumeiro amontoado de fatos cotidianos, almoços, jantares, trabalho, casamento e muita "reflexão feminina" sobre a infância, o amor, etc. Tudo isso narrado da forma mais achatada possível, sem maiores sobressaltos, a não ser talvez na descrição do interesse da personagem Tony pelas guerras.

     Mesmo aí, prevalecem as artificiais inserções de fundo histórico, sem pé nem cabeça, no meio do texto ficcional, efeito da pesquisa que a escritora - em tom cerimonioso na página de agradecimentos - se orgulha de ter realizado.


Estadista de mitra


Na melhor bibliografia de João Paulo II até agora, o jornalista Tad Szulc dá ênfase à atuação política do papa

Ivan Ângelo

     Como será visto na História esse contraditório papa João Paulo II, o único não-italiano nos últimos 456 anos? Um conservador ou um progressista? Bom ou mau pastor do imenso rebanho católico? Sobre um ponto não há dúvida: é um hábil articulador da política internacional. Não resolveu as questões pastorais mais angustiantes da Igreja Católica em nosso tempo - a perda de fiéis, a progressiva falta de sacerdotes, a forma de pôr em prática a opção da igreja pelos pobres -; tornou mais dramáticos os conflitos teológicos com os padres e os fiéis por suas posições inflexíveis sobre o sacerdócio da mulher, o planejamento familiar, o aborto, o sexo seguro, a doutrina social, especialmente a Teologia da Libertação, mas por outro lado, foi uma das figuras-chave na desarticulação do socialismo no Leste Europeu, nos anos 80, a partir da sua atuação na crise da Polônia. É uma voz poderosa contra o racismo, a intolerância, o consumismo e todas as formas autodestrutivas da cultura moderna. Isso fará dele um grande papa?

     O livro do jornalista polonês Tad Szulc João Paulo II - Bibliografia (tradução de Antonio Nogueira Machado, Jamari França e Silvia de Souza Costa; Francisco Alves; 472 páginas; 34 reais) toca em todos esses aspectos com profissionalismo e competência. O autor, um ex-correspondente internacional e redator do The New York Times, viajou com o papa, comeu com ele no Vaticano, entrevistou mais de uma centena de pessoas, levou dois anos para escrever esse catatau em uma máquina manual portátil, datilografando com dois dedos. O livro, bastante atual, acompanha a carreira (não propriamente a vida) do personagem até o fim de janeiro de 1995, ano em que foi publicado. É um livro de correspondente internacional, com o viés da política internacional. Szulc não é literariamente refinado como seus colegas Gay Talese ou Tom Wolfe, usa com freqüência aqueles ganchos e frases de efeito que adornam o estilo jornalístico, porém persegue seu objetivo como um míssil e atinge o alvo.

     Em meio à política, pode-se vislumbrar o homem Karol Wojtyla, teimoso, autoritário, absolutista de discurso democrático, alguém que acha que tem uma missão e não quer dividi-la, que é contra o "moderno" na moral, que prefere perder a transigir, mas é gentil, caloroso, fraterno, alegre, franco ... Szulc, entretanto, só faz o esboço, não pinta o retrato. Temos, então, de aceitar a sua opinião: "É difícil não gostar dele".

     Opus Dei - O livro começa descrevendo a personalidade de João Paulo II, faz um bom resumo da História da Polônia e sua opção pelo Ocidente e pela Igreja Católica Romana (em vez da Ortodoxa Grega, que dominava os vizinhos do Leste), fala da relação mística de Wojtyla com o sofrimento, descreve sus brilhante carreira intelectual e religiosa, volta à sua infância, aos seus tempos de goleiro no time do ginásio ""um mau goleiro", dirá mais tarde um amigo), localiza aí sua simpatia pelos judeus, conta que ele decidiu ser padre em meio ao sofrimento pela morte do pai, destaca a complacência de Pio XII com o nazismo, a ajuda à Opus Dei (a quem depois João Paulo II daria todo o apoio), demora-se demais nos meandros da política do bispo e cardeal Wojtyla, cresce jornalisticamente no capítulo sobre a eleição desse primeiro papa polonês, mostra como ele reorganizou a Igreja, discute suas posições conservadoras sobre a Teologia da Libertação e as comunidades eclesiais de base, CEBs, na América latina, descreve sua decisiva atuação na política do Leste Europeu, a derrocada do comunismo, e termina com sus luta atual contra o demônio pós-comunista. Agora o demônio, o perigo mortal para a humanidade, é o capitalismo selvagem e o "imperialismo contraceptivo" dos EUA e da ONU.

     Szulc, o escritor-míssil, não se desvia do seu alvo nem quando vê um assunto saboroso como a Cúria do Vaticano, que diz estar cheia de puxa-sacos e fofoqueiros com computadores, nos quais contabilizam trocas de favores, agrados, faltas e rumores. O sutil jornalista Gay Talese não perderia um prato desses.

     Entretanto, Szulc está sempre atento às ações políticas do papa. Nota que João Paulo II elevou a Opus Dei à prelatura pessoal enquanto expurgou a Companhia de Jesus por seu apoio à Teologia da Libertação; ajudou a Opus Dei a se estabelecer na Polônia, beatificou rapidamente seu criador, monsenhor Escrivã. Como um militar brasileiro dos anos 60, cassou o direito de ensinar dos padres Küng, Pohier e Curran, silenciou os teólogos Schillebeeckx (belga), Boff (brasileiro), Häring (alemão) e Gutiérrez (peruano), reduziu o espaço pastoral de dom Arns (brasileiro). Em contrapartida, apoiou decididamente o sindicato clandestino polonês, a Solidariedade. Fez dobradinha com o general dirigente polonês Jaruzelski contra Brejnev, abrindo o primeiro país socialista, que abriu o resto. O próprio Gorbachev reconhece: "Tudo o que aconteceu no Leste Europeu nesses últimos anos teria sido impossível sem a presença deste papa".

     Talvez seja assim também com relação ao que acontece com as religiões cristãs no nosso continente. Tad Szulc, com cautela, alerta para a penetração, na América Latina, dos evangélicos e pentecostais, que o próprio Vaticano chama de "seitas arrebatadoras". A participação comunitária e o autogoverno religioso que existia nas CEBs motivavam mais a população. Talvez seja. Acrescentando-se a isso o lado litúrgico dos evangélicos que satisfaz o desejo dos fiéis de serem atores no drama místico, não tanto espectadores, tem-se uma tese.

     O perfil desenhado por Szulc é o de um político profundamente religioso. Um homem que reza sete horas por dia, com os olhos firmemente fechados, devoto de Nossa Senhora de Fátima e do mártir polonês São Estanislau e que acredita no martírio e na dor pessoais para alcançar a graça.


Um gramático contra a gramática

Gilberto Scarton

     Língua e Liberdade: por uma nova concepção da língua materna e seu ensino(L&PM, 1995, 112 páginas) do gramático Celso Pedro Luft traz um conjunto de idéias que subverte a ordem estabelecida no ensino da língua materna, por combater, veemente, o ensino da gramática em sala de aula.

     Nos 6 pequenos capítulos que integram a obra, o gramático bate, intencionalmente, sempre na mesma tecla - uma variação sobre o mesmo tema: a maneira tradicional e errada de ensinar a língua materna, as noções falsas de língua e gramática, a obsessão gramaticalista, inutilidade do ensino da teoria gramatical, a visão distorcida de que se ensinar a língua é se ensinar a escrever certo, o esquecimento a que se relega a prática lingüística, a postura prescritiva, purista e alienada - tão comum nas "aulas de português".

     O velho pesquisador apaixonado pelos problemas da língua, teórico de espírito lúcido e de larga formação lingüística e professor de longa experiência leva o leitor a discernir com rigor gramática e comunicação: gramática natural e gramática artificial; gramática tradicional e lingüística; o relativismo e o absolutismo gramatical; o saber dos falantes e o saber dos gramáticos, dos lingüistas, dos professores; o ensino útil, do ensino inútil; o essencial, do irrelevante.

     Essa fundamentação lingüística de que lança mão - traduzida de forma simples com fim de difundir assunto tão especializado para o público em geral - sustenta a tese do Mestre, e o leitor facilmente se convence de que aprender uma língua não é tão complicado como faz ver o ensino gramaticalista tradicional. É, antes de tudo, um fato natural, imanente ao ser humano; um processos espontâneo, automático, natural, inevitável, como crescer. Consciente desse poder intrínseco, dessa propensão inata pela linguagem, liberto de preconceitos e do artificialismo do ensino definitório, nomenclaturista e alienante, o aluno poderá ter a palavra, para desenvolver seu espírito crítico e para falar por si.

     Embora Língua e Liberdade do professor Celso Pedro Luft não seja tão original quanto pareça ser para o grande público (pois as mesmas concepções aparecem em muitos teóricos ao longo da história), tem o mérito de reunir, numa mesma obra, convincente fundamentação que lhe sustenta a tese e atenua o choque que os leitores - vítimas do ensino tradicional - e os professores de português - teóricos, gramatiqueiros, puristas - têm ao se depararem com uma obra de um autor de gramáticas que escreve contra a gramática na sala de aula.

Fonte:http://www.pucrs.br/gpt/resenha.php