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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Como elaborar uma resenha


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Agora sim o ano começa!!

Como voces foram de Carnaval ou recesso?

Hoje vamos começar com um estudo bem detalhado de como elaborar uma resenha. Espero que voces aproveitem muito as dicas.

Ficarei aguardando os preciosos comentários e visitas.

Desejo a todos uma ótima semana.



           Euzinha




1. Definições

Resenha-resumo:
     É um texto que se limita a resumir o conteúdo de um livro, de um capítulo, de um filme, de uma peça de teatro ou de um espetáculo, sem qualquer crítica ou julgamento de valor. Trata-se de um texto informativo, pois o objetivo principal é informar o leitor.

Resenha-crítica:
     É um texto que, além de resumir o objeto, faz uma avaliação sobre ele, uma crítica, apontando os aspectos positivos e negativos. Trata-se, portanto, de um texto de informação e de opinião, também denominado de recensão crítica.


2. Quem é o resenhista

     A resenha, por ser em geral um resumo crítico, exige que o resenhista seja alguém com conhecimentos na área, uma vez que avalia a obra, julgando-a criticamente.


3. Objetivo da resenha

     O objetivo da resenha é divulgar objetos de consumo cultural - livros,filmes peças de teatro, etc. Por isso a resenha é um texto de caráter efêmero, pois "envelhece" rapidamente, muito mais que outros textos de natureza opinativa.


4. Veiculação da resenha

     A resenha é, em geral, veiculada por jornais e revistas.


5. Extensão da resenha

     A extensão do texto-resenha depende do espaço que o veículo reserva para esse tipo de texto. Observe-se que, em geral, não se trata de um texto longo, "um resumão" como normalmente feito nos cursos superiores ... Para melhor compreender este item, basta ler resenhas veiculadas por boas revistas.


6. O que deve constar numa resenha

Devem constar:
  • O título
  • A referência bibliográfica da obra
  • Alguns dados bibliográficos do autor da obra resenhada
  • O resumo, ou síntese do conteúdo
  • A avaliação crítica

7. O título da resenha

     O texto-resenha, como todo texto, tem título, e pode ter subtítulo, conforme os exemplos, a seguir:
    Título da resenha: Astro e vilão
    Subtítulo: Perfil com toda a loucura de Michael Jackson
    Livro: Michael Jackson: uma Bibliografia não Autorizada (Christopher Andersen) - Veja, 4 de outubro, 1995

    Título da resenha: Com os olhos abertos
    Livro: Ensaio sobre a Cegueira (José Saramago) - Veja, 25 de outubro, 1995

    Título da resenha: Estadista de mitra
    Livro: João Paulo II - Bibliografia (Tad Szulc) - Veja, 13 de março, 1996

8. A referência bibliográfica do objeto resenhado

     Constam da referência bibliográfica:
  • Nome do autor
  • Título da obra
  • Nome da editora
  • Data da publicação
  • Lugar da publicação
  • Número de páginas
  • Preço
Obs.: Às vezes não consta o lugar da publicação, o número de páginas e/ou o preço.

Os dados da referência bibliográfica podem constar destacados do texto, num "box" ou caixa.

Exemplo: Ensaio sobre a cegueira, o novo livro do escritor português José Saramago (Companhia das Letras; 310 páginas; 20 reais), é um romance metafórico (...) (Veja, 25 de outubro, 1995).


9. O resumo do objeto resenhado

     O resumo que consta numa resenha apresenta os pontos essenciais do texto e seu plano geral.

     Pode-se resumir agrupando num ou vários blocos os fatos ou idéias do objeto resenhado.

     Veja exemplo do resumo feito de "Língua e liberdade: uma nova concepção da língua materna e seu ensino" (Celso Luft), na resenha intitulada "Um gramático contra a gramática", escrita por Gilberto Scarton.


     "Nos 6 pequenos capítulos que integram a obra, o gramático bate, intencionalmente, sempre na mesma tecla - uma variação sobre o mesmo tema: a maneira tradicional e errada de ensinar a língua materna, as noções falsas de língua e gramática, a obsessão gramaticalista, a inutilidade do ensino da teoria gramatical, a visão distorcida de que se ensinar a língua é se ensinar a escrever certo, o esquecimento a que se relega a prática lingüística, a postura prescritiva, purista e alienada - tão comum nas "aulas de português".

     O velho pesquisador apaixonado pelos problemas de língua, teórico de espírito lúcido e de larga formação lingüística e professor de longa experiência leva o leitor a discernir com rigor gramática e comunicação: gramática natural e gramática artificial; gramática tradicional e lingüística;o relativismo e o absolutismo gramatical; o saber dos falantes e o saber dos gramáticos, dos lingüistas, dos professores; o ensino útil, do ensino inútil; o essencial, do irrelevante".


     Pode-se também resumir de acordo com a ordem dos fatos, das partes e dos capítulos.

     Veja o exemplo da resenha "Receitas para manter o coração em forma" (Zero Hora, 26 de agosto, 1996), sobre o livro "Cozinha do Coração Saudável", produzido pela LDA Editora, com o apoio da Beal.

Receitas para manter o coração em forma


     "Na apresentação, textos curtos definem os diferentes tipos de gordura e suas formas de atuação no organismo. Na introdução os médicos explicam numa linguagem perfeitamente compreensível o que é preciso fazer (e evitar) para manter o coração saudável.

     As receitas de Cozinha do Coração Saudável vêm distribuídas em desjejum e lanches, entradas, saladas e sopas; pratos principais; acompanhamentos; molhos e sobremesas. Bolinhos de aveia e passas, empadinhas de queijo, torta de ricota, suflê de queijo, salpicão de frango, sopa fria de cenoura e laranja, risoto com açafrão, bolo de batata, alcatra ao molho frio, purê de mandioquinha, torta fria de frango, crepe de laranja e pêras ao vinho tinto são algumas das iguarias".



10. Como se inicia uma resenha

     Pode-se começar uma resenha citando-se imediatamente a obra a ser resenhada. Veja os exemplos:


     "Língua e liberdade: por uma nova concepção da língua materna e seu ensino" (L&PM, 1995, 112 páginas), do gramático Celso Pedro Luft, traz um conjunto de idéias que subvertem a ordem estabelecida no ensino da língua materna, por combater, veementemente, o ensino da gramática em sala de aula.


     Mais um exemplo:


     "Michael Jackson: uma Bibliografia Não Autorizada (Record: tradução de Alves Calado; 540 páginas, 29,90 reais), que chega às livrarias nesta semana, é o melhor perfil de astro mais popular do mundo". (Veja, 4 de outubro, 1995).


     Outra maneira bastante freqüente de iniciar uma resenha é escrever um ou dois parágrafos relacionados com o conteúdo da obra.

     Observe o exemplo da resenha sobre o livro "História dos Jovens" (Giovanni Levi e Jean-Claude Schmitt), escrita por Hilário Franco Júnior (Folha de São Paulo, 12 de julho, 1996).

O que é ser jovem

Hilário Franco Júnior

     Há poucas semanas, gerou polêmica a decisão do Supremo Tribunal Federal que inocentava um acusado de manter relações sexuais com uma menor de 12 anos. A argumentação do magistrado, apoiada por parte da opinião pública, foi que "hoje em dia não há menina de 12 anos, mas mulher de 12 anos".

     Outra parcela da sociedade, por sua vez, considerou tal veredito como a aceitação de "novidades imorais de nossa época". Alguns dias depois, as opiniões foram novamente divididas diante da estatística publicada pela Organização Mundial do Trabalho, segundo a qual 73 milhões de menores entre 10 e 14 anos de idade trabalham em todo o mundo. Para alguns isso é uma violência, para outros um fato normal em certos quadros sócio-econômico-culturais.

     Essas e outras discussões muito atuais sobre a população jovem só podem pretender orientar comportamentos e transformar a legislação se contextualizadas, relativizadas. Enfim, se historicizadas. E para isso a "História dos Jovens" - organizada por dois importantes historiadores, o modernista italiano Giovanno Levi, da Universidade de Veneza, e o medievalista francês Jean-Claude Schmitt, da École des Hautes Études em Sciences Sociales - traz elementos interessantes.


     Observe igualmente o exemplo a seguir - resenha sobre o livro "Cozinha do Coração Saudável", LDA Editores, 144 páginas (Zero Hora, 23 de agosto, 1996).

Receitas para manter o coração em forma

Entre os que se preocupam com o controle de peso e buscam uma alimentação saudável são poucos os que ainda associam estes ideais a uma vida de privações e a uma dieta insossa. Os adeptos da alimentação de baixos teores já sabem que substituições de ingredientes tradicionais por similares light garantem o corte de calorias, açúcar e gordura com a preservação (em muitos casos total) do sabor. Comprar tudo pronto no supermercado ou em lojas especializadas é barbada. A coisa complica na hora de ir para a cozinha e acertar o ponto de uma massa de panqueca,crepe ou bolo sem usar ovo. Ou fazer uma polentinha crocante, bolinhos de arroz e croquetes sem apelar para a frigideira cheia de óleo. O livro Cozinha do Coração Saudável apresenta 110 saborosas soluções para esses problemas. Produzido pela LDA Editora com apoio da Becel, Cozinha do Coração saudável traz receitas compiladas por Solange Patrício e Marco Rossi, sob orientação e supervisão dos cardiologistas Tânia Martinez, pesquisadora e professora da Escola Paulista de Medicina, e José Ernesto dos Santos, presidente do departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia e professor da faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. Os pratos foram testados por nutricionistas da Cozinha Experimental Van Den Bergh Alimentos.


     Há, evidentemente, numerosas outras maneiras de se iniciar um texto-resenha. A leitura (inteligente) desse tipo de texto poderá aumentar o leque de opções para iniciar uma recensão crítica de maneira criativa e cativante, que leva o leitor a interessar-se pela leitura.



11. A crítica

     A resenha crítica não deve ser vista ou elaborada mediante um resumo a que se acrescenta, ao final, uma avaliação ou crítica. A postura crítica deve estr presente desde a primeira linha, resultando num texto em que o resumo e a voz crítica do resenhista se interpenetram.

     O tom da crítica poderá ser moderado, respeitoso, agressivo, etc.

     Deve ser lembrado que os resenhistas - como os críticos em geral - também se tornam objetos de críticas por parte dos "criticados" (diretores de cinema, escritores, etc.), que revidam os ataques qualificando os "detratores da obra" de "ignorantes" (não compreenderam a obra) e de "impulsionados pela má-fé".


12. Exemplos de resenhas

     Publicam-se a seguir três resenhas que podem ilustrar melhor as considerações feitas ao longo desta apresentação.

Atwood se perde em panfleto feminista

Marilene Felinto
Da Equipe de Articulistas

     Margaret Atwood, 56, é uma escritora canadense famosa por sua literatura de tom feminista. No Brasil, é mais conhecida pelo romance "A mulher Comestível" (Ed. Globo). Já publicou 25 livros entre poesia, prosa e não-ficção. "A Noiva Ladra" é seu oitavo romance.

     O livro começa com uma página inteira de agradecimentos, procedimento normal em teses acadêmicas, mas não em romances. Lembra também aqueles discursos que autores de cinema fazem depois de receber o Oscar. A escritora agradece desde aos livros sobre guerra, que consultou para construir o "pano de fundo" de seu texto, até a uma parente, Lenore Atwood, de quem tomou emprestada a (original? significativa?) expressão "meleca cerebral".

     Feitos os agradecimentos e dadas as instruções, começam as quase 500 páginas que poderiam, sem qualquer problema, ser reduzidas a 150. Pouparia precioso tempo ao leitor bocejante.

     É a história de três amigas, Tony, Roz e Charis, cinqüentonas que vivem infernizadas pela presença (em "flashback") de outra amiga, Zenia, a noiva ladra, inescrupulosa "femme fatale" que vive roubando os homens das outras.

     Vilã meio inverossímel - ao contrário das demais personagens, construídas com certa solidez -, a antogonista Zenia não se sustenta, sua maldade não convence, sua história não emociona. A narrativa desmorona, portanto, a partir desse defeito central. Zenia funcionaria como superego das outras, imagem do que elas gostariam de ser, mas não conseguiram, reflexo de seus questionamentos internos - eis a leitura mais profunda que se pode fazer desse romance nada surpreendente e muito óbvio no seu propósito.

     Segundo a própria Atwood, o propósito era construir, com Zenia, uma personagem mulher "fora-da-lei", porque "há poucas personagens mulheres fora-da-lei". As intervenções do discurso feminista são claras, panfletárias, disfarçadas de ironia e humor capengas. A personagem Tony, por exemplo, tem nome de homem (é apelido para Antônia) e é professora de história, especialista em guerras e obcecada por elas, assunto de homens: "Historiadores homens acham que ela está invadindo o território deles, e deveria deixar as lanças, flechas, catapultas, fuzis, aviões e bombas em paz".

     Outras alusões feministas parecem colocadas ali para provocar riso, mas soam apenas ingênuas: "Há só uma coisa que eu gostaria que você lembrasse. Sabe essa química que afeta as mulheres quando estão com TPM? Bem, os homens têm essa química o tempo todo". Ou então, a mensagem rabiscada na parede do banheiro: "Herstory Not History", trocadilho que indicaria o machismo explícito na palavra "História", porque em inglês a palavra pode ser desmembrada em duas outras, "his" (dele) e story (estória). A sugestão contida no trocadilho é a de que se altere o "his" para "her" (dela).

     As histórias individuais de cada personagem são o costumeiro amontoado de fatos cotidianos, almoços, jantares, trabalho, casamento e muita "reflexão feminina" sobre a infância, o amor, etc. Tudo isso narrado da forma mais achatada possível, sem maiores sobressaltos, a não ser talvez na descrição do interesse da personagem Tony pelas guerras.

     Mesmo aí, prevalecem as artificiais inserções de fundo histórico, sem pé nem cabeça, no meio do texto ficcional, efeito da pesquisa que a escritora - em tom cerimonioso na página de agradecimentos - se orgulha de ter realizado.


Estadista de mitra


Na melhor bibliografia de João Paulo II até agora, o jornalista Tad Szulc dá ênfase à atuação política do papa

Ivan Ângelo

     Como será visto na História esse contraditório papa João Paulo II, o único não-italiano nos últimos 456 anos? Um conservador ou um progressista? Bom ou mau pastor do imenso rebanho católico? Sobre um ponto não há dúvida: é um hábil articulador da política internacional. Não resolveu as questões pastorais mais angustiantes da Igreja Católica em nosso tempo - a perda de fiéis, a progressiva falta de sacerdotes, a forma de pôr em prática a opção da igreja pelos pobres -; tornou mais dramáticos os conflitos teológicos com os padres e os fiéis por suas posições inflexíveis sobre o sacerdócio da mulher, o planejamento familiar, o aborto, o sexo seguro, a doutrina social, especialmente a Teologia da Libertação, mas por outro lado, foi uma das figuras-chave na desarticulação do socialismo no Leste Europeu, nos anos 80, a partir da sua atuação na crise da Polônia. É uma voz poderosa contra o racismo, a intolerância, o consumismo e todas as formas autodestrutivas da cultura moderna. Isso fará dele um grande papa?

     O livro do jornalista polonês Tad Szulc João Paulo II - Bibliografia (tradução de Antonio Nogueira Machado, Jamari França e Silvia de Souza Costa; Francisco Alves; 472 páginas; 34 reais) toca em todos esses aspectos com profissionalismo e competência. O autor, um ex-correspondente internacional e redator do The New York Times, viajou com o papa, comeu com ele no Vaticano, entrevistou mais de uma centena de pessoas, levou dois anos para escrever esse catatau em uma máquina manual portátil, datilografando com dois dedos. O livro, bastante atual, acompanha a carreira (não propriamente a vida) do personagem até o fim de janeiro de 1995, ano em que foi publicado. É um livro de correspondente internacional, com o viés da política internacional. Szulc não é literariamente refinado como seus colegas Gay Talese ou Tom Wolfe, usa com freqüência aqueles ganchos e frases de efeito que adornam o estilo jornalístico, porém persegue seu objetivo como um míssil e atinge o alvo.

     Em meio à política, pode-se vislumbrar o homem Karol Wojtyla, teimoso, autoritário, absolutista de discurso democrático, alguém que acha que tem uma missão e não quer dividi-la, que é contra o "moderno" na moral, que prefere perder a transigir, mas é gentil, caloroso, fraterno, alegre, franco ... Szulc, entretanto, só faz o esboço, não pinta o retrato. Temos, então, de aceitar a sua opinião: "É difícil não gostar dele".

     Opus Dei - O livro começa descrevendo a personalidade de João Paulo II, faz um bom resumo da História da Polônia e sua opção pelo Ocidente e pela Igreja Católica Romana (em vez da Ortodoxa Grega, que dominava os vizinhos do Leste), fala da relação mística de Wojtyla com o sofrimento, descreve sus brilhante carreira intelectual e religiosa, volta à sua infância, aos seus tempos de goleiro no time do ginásio ""um mau goleiro", dirá mais tarde um amigo), localiza aí sua simpatia pelos judeus, conta que ele decidiu ser padre em meio ao sofrimento pela morte do pai, destaca a complacência de Pio XII com o nazismo, a ajuda à Opus Dei (a quem depois João Paulo II daria todo o apoio), demora-se demais nos meandros da política do bispo e cardeal Wojtyla, cresce jornalisticamente no capítulo sobre a eleição desse primeiro papa polonês, mostra como ele reorganizou a Igreja, discute suas posições conservadoras sobre a Teologia da Libertação e as comunidades eclesiais de base, CEBs, na América latina, descreve sua decisiva atuação na política do Leste Europeu, a derrocada do comunismo, e termina com sus luta atual contra o demônio pós-comunista. Agora o demônio, o perigo mortal para a humanidade, é o capitalismo selvagem e o "imperialismo contraceptivo" dos EUA e da ONU.

     Szulc, o escritor-míssil, não se desvia do seu alvo nem quando vê um assunto saboroso como a Cúria do Vaticano, que diz estar cheia de puxa-sacos e fofoqueiros com computadores, nos quais contabilizam trocas de favores, agrados, faltas e rumores. O sutil jornalista Gay Talese não perderia um prato desses.

     Entretanto, Szulc está sempre atento às ações políticas do papa. Nota que João Paulo II elevou a Opus Dei à prelatura pessoal enquanto expurgou a Companhia de Jesus por seu apoio à Teologia da Libertação; ajudou a Opus Dei a se estabelecer na Polônia, beatificou rapidamente seu criador, monsenhor Escrivã. Como um militar brasileiro dos anos 60, cassou o direito de ensinar dos padres Küng, Pohier e Curran, silenciou os teólogos Schillebeeckx (belga), Boff (brasileiro), Häring (alemão) e Gutiérrez (peruano), reduziu o espaço pastoral de dom Arns (brasileiro). Em contrapartida, apoiou decididamente o sindicato clandestino polonês, a Solidariedade. Fez dobradinha com o general dirigente polonês Jaruzelski contra Brejnev, abrindo o primeiro país socialista, que abriu o resto. O próprio Gorbachev reconhece: "Tudo o que aconteceu no Leste Europeu nesses últimos anos teria sido impossível sem a presença deste papa".

     Talvez seja assim também com relação ao que acontece com as religiões cristãs no nosso continente. Tad Szulc, com cautela, alerta para a penetração, na América Latina, dos evangélicos e pentecostais, que o próprio Vaticano chama de "seitas arrebatadoras". A participação comunitária e o autogoverno religioso que existia nas CEBs motivavam mais a população. Talvez seja. Acrescentando-se a isso o lado litúrgico dos evangélicos que satisfaz o desejo dos fiéis de serem atores no drama místico, não tanto espectadores, tem-se uma tese.

     O perfil desenhado por Szulc é o de um político profundamente religioso. Um homem que reza sete horas por dia, com os olhos firmemente fechados, devoto de Nossa Senhora de Fátima e do mártir polonês São Estanislau e que acredita no martírio e na dor pessoais para alcançar a graça.


Um gramático contra a gramática

Gilberto Scarton

     Língua e Liberdade: por uma nova concepção da língua materna e seu ensino(L&PM, 1995, 112 páginas) do gramático Celso Pedro Luft traz um conjunto de idéias que subverte a ordem estabelecida no ensino da língua materna, por combater, veemente, o ensino da gramática em sala de aula.

     Nos 6 pequenos capítulos que integram a obra, o gramático bate, intencionalmente, sempre na mesma tecla - uma variação sobre o mesmo tema: a maneira tradicional e errada de ensinar a língua materna, as noções falsas de língua e gramática, a obsessão gramaticalista, inutilidade do ensino da teoria gramatical, a visão distorcida de que se ensinar a língua é se ensinar a escrever certo, o esquecimento a que se relega a prática lingüística, a postura prescritiva, purista e alienada - tão comum nas "aulas de português".

     O velho pesquisador apaixonado pelos problemas da língua, teórico de espírito lúcido e de larga formação lingüística e professor de longa experiência leva o leitor a discernir com rigor gramática e comunicação: gramática natural e gramática artificial; gramática tradicional e lingüística; o relativismo e o absolutismo gramatical; o saber dos falantes e o saber dos gramáticos, dos lingüistas, dos professores; o ensino útil, do ensino inútil; o essencial, do irrelevante.

     Essa fundamentação lingüística de que lança mão - traduzida de forma simples com fim de difundir assunto tão especializado para o público em geral - sustenta a tese do Mestre, e o leitor facilmente se convence de que aprender uma língua não é tão complicado como faz ver o ensino gramaticalista tradicional. É, antes de tudo, um fato natural, imanente ao ser humano; um processos espontâneo, automático, natural, inevitável, como crescer. Consciente desse poder intrínseco, dessa propensão inata pela linguagem, liberto de preconceitos e do artificialismo do ensino definitório, nomenclaturista e alienante, o aluno poderá ter a palavra, para desenvolver seu espírito crítico e para falar por si.

     Embora Língua e Liberdade do professor Celso Pedro Luft não seja tão original quanto pareça ser para o grande público (pois as mesmas concepções aparecem em muitos teóricos ao longo da história), tem o mérito de reunir, numa mesma obra, convincente fundamentação que lhe sustenta a tese e atenua o choque que os leitores - vítimas do ensino tradicional - e os professores de português - teóricos, gramatiqueiros, puristas - têm ao se depararem com uma obra de um autor de gramáticas que escreve contra a gramática na sala de aula.

Fonte:http://www.pucrs.br/gpt/resenha.php

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Dicas com fita crepe: 5 utilidades que você nunca imaginou

Olá pessoal!!!

Saudades de todos voces.


Aqui na minha casinha o Natal já chegou com tudo porque as crianças já montaram a árvore e colocaram alguns presentinhos.

O que voces já estão preparando?

Já montaram a árvore?

Como estão os preparativos?

Quem puder enviar uma foto ou comentário para incrementar o nosso EUZINHA será muito show.

Hoje vou compartilhar algumas ideias bem bacanas que encontrei na internet sobre o uso da nossa fita crepe de cada dia.

Vamos lá?

BJS.
EUZINHA.

dicas-com-fita-crepe-2.jpg

A fita crepe é um material, geralmente, usado em escritórios ou embalagens. Mas as utilidades dela vão muito além disso... Confira algumas dicas úteis com fita crepe:

Fazer barra de calça com fita crepe

Surgiu um compromisso de emergência e sua calça está com a barra por fazer? Fita crepe resolve. Basta virar a peça do avesso, dobrar o tamanho ideal do comprimento e colar a fita.Fazer a barra de calça com fita crepe não substitui a costura e, aos poucos, a cola enfraquece; mas funciona em momentos de desespero até a próxima lavagem.
Importante: não passe o ferro quente sobre a fita.

Tirar pelos das roupas escuras com fita crepe

As peças escuras, principalmente após a lavagem, tendem a juntar pelos claros; criando um visual nada atraente. Para resolver, enrole a fita nos dedos, com a parte colante para o lado de fora, e pressione sobre os tecidos até remover os fiapos.
dicas-com-fita-crepe-1.jpgTHINKSTOCK

Segurar roupas de alças no cabide

As roupas com alças muito finas acabam escorregando dos cabides, mas é possível evitar que aconteça com um truque simples. Basta enrolar duas pequenas tira de fita crepe no cabide, cada uma no local de cada alça.

Fita crepe para fazer francesinha

As unhas estilo “francesinha” nunca saem de moda. Para não errar na hora de fazer a pontinha branca, use um pedaço de fita adesiva para o traço. Basta posicioná-la nas pontas dos dedos de acordo com a espessura que deseja, passar o esmalte e retirá-la depois que o verniz estiver seco.

Fazer as unhas sem sujar nada

Para não sujar as mãos ao limpar o palito de unha, cole um pedaço de fita no dorso da mão. Use para limpar o palito e, após terminar a manicure, descole a fita.
Importante: antes de mantê-la na mão, certifique-se de que não tem sensibilidade ou alergia à cola. 

domingo, 15 de setembro de 2013

5 alimentos para aplainar seu estômago!!!!

Olá Pessoal!!!

Saudades de todos voces!!!

Peço desculpas pelo sumiço mas estou levando meu tratamento da coluna muito à sério. Alguns remédios me deixam bem sonolenta mas o resultado é FANTÁSTICO.

Faz um mês que perdi um amigo querido por pura maldade humana. 
Pedro Henrique Romanel e sua mãe Neida.


Ele supostamente teria reagido ao assalto do seu veículo e foi atingido por um dos meliantes. Um homem educado, inteligente e cheio de vida. Peço a todos voces amigos que orem por sua família.
Fiquei vários dias atordoada com a situação e hoje meu coração já está mais conformado para dividir esta tristeza.





Bjs!!
EUZINHA.


Hoje quero compartilhar com voces dicas incríveis para diminuir o inchaço. Que tal a ideia? Vamos lá?



 O sopro up ocasional pode ser reduzida através de algumas escolhas sábias do alimento e as mudanças de estilo de vida. Para afastar a inflação, experimente estes alimentos de bloqueio de inchaço se sentir como se novamente.

Arroz (hidratos de carbono totalmente digeridos): Alguns alimentos, especialmente determinados hidratos de carbono, ou são indigesto ou apenas parcialmente digeridos no intestino. Esses alimentos podem causar o acúmulo de gás e, portanto, o inchaço. De acordo com o American College of Gastroenterology, arroz e farinha de fazer um bom substituto para os amidos como trigo, aveia, milho e batatas. O arroz é totalmente digerida no intestino delgado, dando-lhe a menos potencial para formar gases no intestino.
Banana (potássio): Inchaço nem sempre é o gás-relacionados. Alta ingestão de sódio pode ser o culpado. Escondendo-se em mais de alimentos processados ​​de hoje e itens de restaurante, sódio atrai e retém água no corpo. Potássio, por outro lado, pode ajudar a função contador de sódio. Mantendo o seu nível global de potássio de sódio é importante para o equilíbrio da água. Se o seu inchaço é resultado de jantar salgado de ontem, tente adicionar fatias de banana para o seu mingau de aveia de manhã para algum equilíbrio.
Iogurte (probióticos): Os princípios de bater o inchaço com iogurte é a primeira a certificar-se de que você está escolhendo um iogurte que tem culturas ativas.Regularmente consumir iogurte com culturas ativas aumenta lactobacilos e bifidobactérias -  as bactérias "boas"  -  no trato digestivo, que facilitam a digestão eficiente e prevenção de inchaço da barriga A melhor fonte é simples, sem gordura ou baixo teor de gordura iogurte Se você precisa.. um pouco de doçura, misturar frutas frescas em casa ao invés de pegar iogurtes com sabor.
Herbal chá (antiespasmódico): Pesquisadores do Laboratório de Pesquisa Nerve-Gut da University descobriram que hortelã ativa um canal "anti-dor" no intestino que acalma a inflamação. Para alívio rápido, saborear um chá de hortelã para ajudar a relaxar o trato digestivo e voltar para o peristaltismo normal, contrações musculares aka.
Pepino (diurético natural): Se você já está inchado, pepinos podem fazer um grande lanche barriga-achatamento. A alta de água e baixo teor de fibra destes saborosos vegetais pode causar aumento da micção, que por sua vez, faz você se sentir mais magro.
Mamão (papaína): Um estudo de 2009 mostrou que a matéria-mamão contém uma substância branca, leitosa chamada papaína e quando maduro, o fruto é moderadamente laxante e ajuda no movimento dos intestinos. Embora não seja o fruto mais popular ou prontamente disponíveis, mamão pode valer a pena considerar. Tente usar fatias de mamão fresco em um smoothie de café da manhã.
Lembre-se, alimentos afetam diferentes corpos de formas diferentes. Se você está preocupado com quantas vezes você se sente inchada, tente manter um diário alimentar para identificar alimentos específicos que você deve evitar. Inchaço ocasional é normal, mas se ocorrer crônica, distensão abdominal pode ser um sintoma de um problema mais sério de saúde. Se o seu problema é crônico, ou se você está passando por um grave aumento da flatulência ou distensão, você deve conversar com seu médico imediatamente.
Hadley Hickner contribuiu para esta coluna.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Dicas de Reeducação Alimentar!!!

Olá pessoal!!!

Setembro chegouuuuuuuuu!!!




Deus obrigada por todas as bençãos concedidas.

Obrigada a todos que visitam o EUZINHA e que carinhosamente deixam seus comentários, sugestões e elogios.

Não esqueçam de deixar seu endereço ou link.

Hoje vou compartilhar com voces dicas da nutricionista Gabriela Goulart sobre reeducação alimentar.

Então vamos encarar?
Sem essa de preguiça para a leitura hein!!
Faça isso por voce!! Por sua saúde!! Por sua família e todos que te amam.

Bjs!!

EUZINHA.









Reeducação Alimentar


A reeducação alimentar é o grande aliado para que se possa conseguir perder peso, 
ganhar peso e principalmente manter o peso sonhando.

O segredo está em saber selecionar o alimento dosar as quantidades e 
principalmente saber fazer as substituições.

A pessoa deve adquirir novos hábitos alimentares, passando a ter uma nova visão
 sobre alimentação.

Reeduque sua alimentação e mostre a você mesmo que é possível ficar de bem 
com a balança por muito e muito tempo.


Reeducação Alimentar   ↔   Novos hábitos Alimentares    ↔     Manter o Peso Sonhado 

Pense nisso e adote está idéia!


Aqui vão algumas dicas:
·         Descanse os talheres no prato entre uma garfada e outra,
 não se esqueça de mastigar muito bem os alimentos.

·         Não dê intervalos maiores que 3 horas entre as refeições. 

·         A atividade física deve estar sempre presente.

·         Quando for a uma festa imagine que o mais interessante 
será o encontro com os amigos, a conversa jogada fora e
 não os aperitivos ou o jantar que será servido.

·         Utilize barrinha de cereal ou uma fruta em substituição ao biscoito recheado ou waffers.

·         Utilize preparações grelhadas, assados ou cozidos por frituras.

·         Refogue os legumes sem óleo. Apesar de parecer impossível, ficam saborosíssimos.

·         Retire gorduras aparentes das carnes e a pele das aves.  

Cuidado com a beliscadinha!!!!

Saiba que o vilão no ganho de peso pode ser o que você come nos intervalos
, ou seja, a famosa “beliscadinha”

Conheça as calorias de alguns alimentos:
·         Bolo - 1 fatia - 200 Kcal
·         Pipoca microondas – 1/2 saco – 200 Kcal  
·         Sorvete  chocolate - 1 bola – 188 Kcal
·         Biscoito recheado – 1 unidade – 70 Kcal
·         Pão de queijo  -  1 unidade  (lanchonete) – 230 kcal
·         Pizza presunto mussarela – 1 fatia média – 190 kcal
·         Bombom sonho de valsa – 1 unidade – 154 kcal
·         Misto quente – 1 sanduíche – 250 kcal
·         Chopp – 1 tulipa – 140 kcal
·         Amendoim torrado  com sal  - 1 xícara  cafezinho – 160 kcal 
Se você é de comer fora hora de hora um bombonzinho, uns biscoitos recheados
 e um pedaço debolo saibam que no final do dia o total de calorias pode
 ultrapassar o que você necessita.



terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Receita de FANTA e dicas para as férias!!

Olá pessoal!!


Férias, crianças, adolescentes e calor!!!
Ah! Que cruel não ter uma boa ideia para agradar a família não é?
Depois de algumas clicadas na internet encontrei algumas dicas sensacionais que poderemos fazer em nossa casa com total tranquilidade.
Vamos a elas?
Bjs!!

EUZINHA.

Olha só essa pista feita com papel e acredito que até no jornal ficará legal.

Ovinho frito dentro da rodela do pimentão que coisinha mais linda.

Aqui vc poderá improvisar utilizando até um bolinho pronto e depois coloque os biscoitinhos e uma calda por cima!!!!Hummmmmmmmmmmmm

Outra dica é uma receita de fanta caseira show de bola!!

Ingredientes:
4 cenoura grandes
1 copo de suco de limão
casca de uma laranja
3 litros de água gelada
açúcar ou adoçante
gelo

Outra opção é substituir os 3 litros de água, por 2 litros de água mineral com gás e 1 litro de água sem gás (ficará parecido com refrigerante).

Modo de preparo:

Bata no liquidificador as cenouras com 2 copos de água. Coe e reserve o resíduo. A parte bata o suco de cenoura, o suco de limão e a casca de laranja. Coe em peneira e acrescente o restante da água, o açúcar ou adoçante e o gelo.

Delíciaaaaaaaaa de viver!!! Ops!! De beber!!!!